IPN - Instituto Pedro Nunes - IPN apoia fase piloto do projeto europeu ROSIA para levar telereabilitação a zonas rurais de toda a Europa

IPN     IPN Incubadora
IPN apoia fase piloto do projeto europeu ROSIA para levar telereabilitação a zonas rurais de toda a Europa
Geral
Laboratórios de I&DT
 
Click here for the English version. 


O Instituto Pedro Nunes (IPN) está a apoiar a implementação da fase piloto do projeto ROSIA (Remote Rehabilitation Service for Isolated Areas), uma iniciativa financiada pela Comissão Europeia que visa criar uma plataforma inovadora de telereabilitação para pacientes que vivem em áreas remotas e com acesso limitado a serviços presenciais.

O ROSIA assenta na abordagem de Compra Pública de Inovação (PCP – Pre-Commercial Procurement), um mecanismo que permite às entidades de saúde adquirirem soluções inovadoras antes de chegarem ao mercado. Com um orçamento total de 5 milhões de euros, dos quais 3,9 milhões são destinados ao desenvolvimento de soluções tecnológicas, o projeto está agora na fase final de testes e validação, que decorre até julho de 2025.

A reabilitação física é essencial para a recuperação de muitas condições de saúde, mas pacientes em zonas rurais e remotas enfrentam desafios significativos no acesso a esses serviços. O ROSIA surge como resposta a esta necessidade, promovendo soluções digitais acessíveis e integradas no ecossistema de saúde europeu.

O ROSIA pretende reduzir barreiras geográficas e melhorar a qualidade dos serviços de reabilitação, tornando-os mais acessíveis a todos os cidadãos, independentemente da sua localização. Através deste projeto, a telereabilitação poderá tornar-se uma realidade integrada nos sistemas de saúde europeus, proporcionando acompanhamento remoto de qualidade, maior eficiência na gestão dos recursos e melhores resultados para os pacientes.

Duas soluções inovadoras foram selecionadas para esta fase piloto:
  • Rehabilify – Desenvolvida por um consórcio espanhol liderado pela Fundació Eurecat, em parceria com a empresa Doole Health e o centro de investigação Germans Trias i Pujol (IGTP).
  • Raise – Criada por um consórcio internacional liderado pelo CERTH (Grécia), com a participação da empresa espanhola TELEVES, do Instituto de Biomecânica de Valência (IBV), da Vidavo (Grécia), da Universidade de Ioannina (UoI) e do INESCTEC (Portugal).
Ambas as soluções visam melhorar a sustentabilidade dos programas de reabilitação, garantir equidade no acesso aos serviços e abrir novos modelos de negócio para prestadores de cuidados de saúde.

A fase piloto do projeto está a ser realizada em três sistemas de saúde europeus:
  • Portugal – Unidade Local de Saúde de Coimbra (ULS)
  • Espanha – Servicio Aragonés de Salud (SALUD)
  • Irlanda – National Rehabilitation Hospital (NRH)
Nestes locais, os protótipos das soluções Rehabilify e Raise estão a ser testados diretamente com pacientes e profissionais de saúde. A recolha de dados será fundamental para validar a eficácia dos serviços e fornecer recomendações para a adoção da plataforma ROSIA em larga escala.

Após a conclusão da fase de testes, prevista para julho de 2025, os resultados obtidos serão analisados para definir os próximos passos. O projeto termina oficialmente em dezembro de 2025, com a expectativa de que a plataforma ROSIA possa ser integrada em sistemas de saúde europeus e disponibilizada a um número crescente de utentes.

O Instituto Pedro Nunes tem um papel essencial na dinamização do ecossistema de inovação do projeto. Enquanto entidade de referência em transferência de tecnologia e apoio a startups e PMEs tecnológicas, o IPN está a trabalhar para garantir que as soluções de telereabilitação desenvolvidas no âmbito do ROSIA possam ser integradas de forma eficaz nos sistemas de saúde. Além disso, o IPN colabora diretamente com os prestadores de serviços de saúde e outros parceiros estratégicos, como Instituto Aragonés de Ciencias de la Salud (Espanha), VALDE Innova (Espanha), The International Foundation for Integrated Care (Países Baixos), The Decision Group (Países Baixos), Instituto para a Experiência do Paciente (Espanha) e PPCN.xyz Aps (Dinamarca). Em Portugal, o projeto conta ainda com o apoio das autarquias de Penela e Soure, promovendo a implementação da telereabilitação a nível local.

Data

17 de Março de 2025

Partilhar