A formação do grão, em metais e ligas metálicas, ocorre quando estes materiais são ativados termicamente (por fusão ou tratamento térmico por exemplo), e assim sujeitos a rearranjos à escala atómica. Também os processos mecânicos de deformação podem interagir com forma dimensão e forma do grão. Estes processos conduzem à formação de diferentes microestruturas, onde uma das características por vezes interessante de conhecer é a dimensão média dos grãos que compõem a microestrutura.
O tamanho de grão é um parâmetro da metalografia quantitativa que avalia a dimensão média do grão que constitui o material, existindo diversas possibilidades para essa quantificação, como por exemplo a contagem do número de grãos numa determinada área ou comprimento de referência, e a comparação com cartas de referência. Para esta análise as amostras são preparadas de acordo com os procedimentos da preparação de amostras para metalografia, e analisadas em microscopia.
O estudo da metalografia, neste caso tamanho médio de grão, permite observar a microestrutura de metais e ligas metálicas, podendo esta ser relacionada com as propriedades físicas/químicas e com o seu comportamento mecânico.
Os equipamentos utilizados para realizar a avaliação do tamanho médio de grão são:
- microscópio ótico Nikon, modelo Optiphot com ampliações de 50X, 100X, 200X, 400X e 1000X;
- microscópio ótico ZEISS, modelo Imager.Z2m com ampliações de 50X, 100X, 200X, 500X e 1000X.
Estudo do comportamento mecânico de materiais
Susceptibilidade de ocorrência de falhas por ruptura mecânica
Correlação com a capacidade de obter elevado grau de acabamento em peças polidas