A preparação de amostras é um processo que compreende uma sequência de etapas realizadas tendo em vista preparação de superfícies para a realização de diversos tipos de análises metalográficas, permitindo deste modo observar múltiplos aspectos através da revelação da sua microestrutura e morfologia. Estas etapas incluem, a seleção do local a analisar, o corte, a montagem, o polimento e o ataque químico ou eletroquímico, para posterior análise.
Os equipamentos ópticos de análise possuem regra geral uma pequena profundidade de campo, permitindo apenas a observação de superfícies perfeitamente planas e polidas. Desta forma, a preparação de amostras assume-se de extrema importância na qualidade de uma análise, quer para revelar os todos os detalhes existentes, quer para prevenir a criação de artefactos.
A preparação de amostras pode ser utilizada para a realização de ensaios de Dureza Vickers (preparação termina na fase de polimento), ou para a realização de análises micrográficas, através de ataques químicos, que permitem a observação de aspetos micro-estruturais de reduzidas dimensões, como a determinação do tamanho médio de grão ou de inclusões, para além da classificação da própria microestrutura.
Os equipamentos utilizados para a preparação de amostras para metalografia são máquinas de corte, onde é possível o corte de peças com diferentes formas e dimensões, e máquinas de polimento com unidade de polimento automático, onde é possível o polimento com lixas e com panos. Para o ataque eletroquímico recorre-se a fontes de alimentação que conjuntamente com as soluções químicas apropriadas promovem a revelação da microestrutura.
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