Os processos de desgaste por erosão consistem na perda progressiva de massa da superfície sólida de um material devido à interacção mecânica entre a sua superfície e um fluido que transporta partículas sólidas.
Os parâmeros que têm mais influência no controlo do desgaste dos materiais são a velocidade e o ângulo de impacto das partículas erosivas. No entanto, os parâmetros relacionados com as propriedades e características deste agente também influenciam esta análise, nomeadamente o tamanho de partículas, a forma e a densidade. No que se refere ao material a analisar, a taxa de desgaste é influenciada pela sua microestrutura, dureza e tenacidade.
O desgaste erosivo serve para determinar a taxa de desgaste de um material sujeito a este tipo de ocorrência. Com este ensaio é também possível realizar estudos de minimização do desgaste interagindo com os parâmetros do escoamento do fluido (ângulo de impacto, velocidade, densidade, etc.), para se atingirem soluções óptimas de desempenho dos componentes sujeitos a este tipo de desgaste. A obtenção de valores de perda de massa do material, bem como a avaliação das alterações geométricas da superfície devido ao impacto das partículas, são o método quantitativo que se encontra associado a este ensaio como resultado final. Esta técnica é normalmente utilizada em aplicações industriais onde altas velocidades de partículas e turbulência no fluxo de líquidos e gases afectam, ou podem afectar, o desempenho dos materiais.
Os ensaios de resistência à erosão são efectuados utilizando um equipamento Air Jet Erosion Test construído pela da Falex Corporation.
O ensaio tal como se encontra normalizado pela ASTM G76, consiste em projectar sobre a superfície da amostra, durante um dado período de tempo, um abrasivo com uma determinada velocidade e dispersão (normalmente alumina de diâmetro 50 mícron).
O coeficiente de erosão é expresso pela perda de massa da amostra em relação à massa total do abrasivo utilizado.