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Aceleradora de empresas ajuda Universidade de Coimbra a ser mais atrativa
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A presidente da direção do Instituto Pedro Nunes (IPN), Teresa Mendes, defendeu hoje que a aceleradora de empresas, criada em 2014, é crucial para a captação de alunos para a Universidade de Coimbra e desenvolvimento económico da cidade.

"É muito importante para a cidade de Coimbra ter uma aceleradora de nível mundial, que ajuda a que a própria Universidade de Coimbra seja mais atrativa para os estudantes. Também na questão do desenvolvimento económico é crucial, quando a concorrência é tão grande", sustentou.

O Projeto TecBIS - Aceleradora de Empresas do Instituto Pedro Nunes (IPN) está entre os finalistas dos prémios RegioStars, um galardão em que a Comissão Europeia distingue, na terça-feira, projetos inovadores e de boas práticas de desenvolvimento regional, apoiados por fundos europeus.

Financiado pelo Programa Operacional Regional do Centro, tendo contado com um apoio do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER) de sete milhões de euros, num investimento global de 8,2 milhões de euros, o projeto TecBIS - Aceleradora de Empresas do IPN arrancou em maio de 2014.

Em declarações à agência Lusa, Teresa Mendes explicou que este projeto arrancou para dar continuidade a todo um trabalho que já vinham fazendo na Incubadora de Empresas.

"Muitas das empresas que saíram na incubadora continuavam a procurar os nossos serviços, para as apoiar na internacionalização ou na transferência de tecnologia específica para renovarem um produto. Como essa procura era sistemática, achámos que havia lugar para criar outra infraestrutura, que permitisse dar apoio numa fase pós incubação", esclareceu.

Nessa fase, a maturação das empresas é outra, sendo estas empresas já consolidadas e à procura de um apoio diferenciado, para crescerem mais rapidamente.

A área disponível para empresas é de 4.500 metros quadrados, tendo atingido a ocupação plena em menos de três anos de atividade.

Atualmente, a aceleradora acolhe 23 empresas em áreas especialmente relacionadas com as tecnologias da informação e comunicação, embora com focos diferentes, empregando cerca de 600 colaboradores altamente qualificados.

Entre as 23 empresas da aceleradora está a FeedZai, da área das tecnologias em informação e comunicação, que desenvolve software especializado em processamento de dados de negócio em tempo real e deteção de fraude.

Destaque também para a Take the Wind, que desenvolve novas interfaces de comunicação e aprendizagem na área das ciências da vida, enriquecidas pelos novos media, para além de software para treino e simulação médica.

"Tem um produto que é um simulador de voo para médicos e enfermeiros que é líder mundial, está em vinte e tal países e permite o treino do raciocínio médico e do enfermeiro", informou Paulo Santos, diretor executivo do IPN.

Já a Stra destaca-se no desenvolvimento de sistemas IoT e de análise de dados para o mercado automóvel.

"Tem um software de gestão de frotas de autocarros e veículos pesados, numa perspetiva de manutenção preditiva. Utiliza tecnologias que foram desenvolvidas originalmente para fazer a manutenção preditiva de equipamentos que vão para o espaço", acrescenta Paulo Santos.

Sobre os Prémios RegioStars, em que a o Projeto TecBIS é finalista, a presidente da direção do IPN disse ainda que trazem uma grande visibilidade e a oportunidade de dar a conhecer todo este trabalho em outros palcos, especialmente ao nível europeu.

"Isto não quer dizer que não estejamos já em redes europeias, mas obviamente que um prémio destes traz uma visibilidade acrescida. As empresas estarem sediadas numa instituição prestigiada é um cartão de visitas muito importante, que abre portas em tudo, até na angariação de capital, porque sabem que somos exigentes e, para cá estarem, já passaram por um processo de seleção", concluiu.

Notícia publicada no Diário de Notícias a 09 de outubro de 2017, disponível aqui.

Data

10 de Outubro de 2017